PREGADOR WALLAS SARAIVA

BLOG OFICIAL DO PRESBÍTERO WALLAS SARAIVA. PREGADOR,ESCRITOR, ENSINADOR CRISTÃO E ENFERMEIRO.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DESEJO MISSIONÁRIO

Oremos para os Missionários que neste instante sofrem perseguições severas, e mesmo morte, em diversos países onde Evangelizar é um desafio


O Pão que dá vida (Escrito em 05/11/2004, por Wallas Saraiva)

João 6.35 : "Então, Jesus declarou: Eu Sou o Pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede".


(Um escrito feito há quase cinco anos atrás, mas ainda atual para uma saudável reflexão)

Estive meditando durante a tarde desta sexta-feira , sobre a carência nestes últimos anos de uma unção genuinamente do Espírito Santo sobre a Igreja em alguns países do mundo. Vejo que os ''modernistas'' fazem longos discursos sobre prosperidade, quebra de maldição, moderação espiritual (não podemos nos emocionar durante os cultos, nem chorar sentindo a presença de Deus, dizem que os dons do Espírito Santo se cessaram, ou seja, o Espírito Santo deve ser controlado). Muito falatório, muito cardápio, muita receita. Mas, quando sentamos à mesa para nos alimentarmos espiritualmente, o que colocam em nosso prato nos faz, depois de algumas horas, passarmos por aflições espirituais, como dúvidas acerca da vontade de Deus em nossas vidas, rebeldia contra a Palavra de Deus, e até mesmo ''imprensarmos, obrigarmos" Deus a nos dar as bençãos que precisamos, como se fossemos merecedores e Deus devedor. Olhando para João 6.25-28, observo o porquê disso tudo. Como os discípulos que acompanhavam o Mestre, o povo hoje não está preocupado com o que é Eterno, que produz verdadeira satisfação. Só querem o que é perecível: carros, casas, dinheiro. Não estou rejeitando isso, pois todo aquele que trabalha deve gozar dos frutos de seu trabalho. O que quero dizer é o seguinte: Já tens o pão que dá verdadeira vida? Este pão é Jesus Cristo, que não veio aqui para nos dá riquezas perecíveis. Isso é apenas uma consequência benéfica que recebemos, se realmente dedicarmos nossa vida à causa eterna. Jesus veio, morreu por nossos pecados, ressuscitou para nos salvar da condenação eterna, e vive para nos dar vida, e vida com abundância (Jo 10.10). Essa vida deve ser marcada pela habitação do Espírito Santo, produzindo frutos de arrependimento. A Igreja deve voltar à esses princípios. Jesus é o Pão da Vida, e quer nos alimentar com seu poder, nos fortalecendo para as batalhas contra o diabo, que se findarão quando estivermos com Cristo (Rm 16.20). Alimente-se á cada dia de Jesus Cristo, e tenha a Vida Eterna (Jo 3.16,17). Amém.

CONVITE ESPECIAL

HOJE INICIA-SE A PARTIR DAS 18:00 NO E.C. XV DE NOVEMBRO EM VASSOURAS-RJ, A CRUZADA EVANGELÍSTICA ''VASSOURAS PARA CRISTO'', SOB A LIDERANÇA E ORGANIZAÇÃO DO PR. DAVI ELIAS PEREIRA, PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BAIRRO SANTA TERESINHA EM VASSOURAS-RJ. O PRELETOR DURANTE ESTE EVENTO SERÁ O PR. JOÃO AGUIAR (SP), ALÉM DE HAVER PRESENÇA CONFIRMADA DE CANTORES E CANTORAS DO RJ E SP. SEJA BEM VINDO, EM NOME DE JESUS.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Manobra abortista e homossexualista do presidente Lula



Mensagem de Marcio de Assis Santos Cordeiro para Julio Severo:

A paz do Senhor Jesus!

Tive conhecimento do seu blog através do autor do blog “Marcas de Cristo”, um amigo meu e irmão em Cristo. Observei que o sr. trava uma forte luta contra o homossexualismo e a disseminação dessa idéia, na verdade imposição. Por isso tomei a liberdade de lhe enviar a carta que escrevi à Procuradora Geral da República, Senadores, alguns ministros do STF, Associações Cristãs e até mesmo à Igreja Católica com o objetivo de que alguém possa contestar essas duas ações (ADPF — Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) realizadas pelo governo federal e pelo governador Sérgio Cabral. Uma ADPF, para que o sr. possa entender, é cabível quando se entende que a administração pública realizou algum ato descumprindo algum preceito fundamental da Constituição Federal, em geral contidos no artigo 5º, direitos isonômicos, ou seja, que podem ser desfrutados por qualquer pessoa independente de normatização, comum a todos, por isso tido como fundamentais.

Essas ações só podem ser impetradas por partidos políticos com representação parlamentar ou pela procuradoria geral da República (pode haver alguns outros propositores que não me recordo agora). Nesta carta tento alertar as autoridades para a manobra realizada pelos proponentes dessas ações em tentar enganar o STF caracterizando a negativa por parte da administração pública em conceder direitos de relação estável contidas no código civil (art 1.723 do novo Código Civil) e todos benefícios correspondentes a uniões de homossexuais. Na carta mostro o absurdo jurídico de se considerar esse pleito como preceito fundamental, que na verdade é uma grosseria jurídica, mas como o STF é político é necessário uma pressão para mostrar que estamos de olho. Para se ter uma idéia, a ação da procuradoria não tinha pólo passivo, ou seja, qual ato da administração pública que estava sendo atacado e nesses casos o STF indefere e pronto. Só que aqui o STF devolveu os autos à procuradoria e deu prazo para que ela especifique o pólo passivo. Um absurdo, onde vemos a disposição política do STF.

Vejo nesse caso uma inércia da bancada parlamentar em atacar essa manobra, ainda mais quando é muito fácil comprovar a falta de base material e jurídica por parte da procuradoria. Temo que a bancada "evangélica" que é pró-Lula esteja fazendo um acordo de silêncio em troca de algum benefício político. Pois bem, peço apenas que me acuse o recebimento do e-mail e todo seu conteúdo. Segue a carta.

Obs.: Quando na carta digo que não há registro histórico na humanidade de ser humano que não tenha nascido de interação natural de órgão masculino e feminino e não cito a exceção de Jesus é porque estou sendo essencialmente técnico e não quero dar lugar a argumentação de que é entendimento fruto de preconceito religioso, muito usado pelos homofobistas e seus defensores (Eclesiastes 7: 16).


Carta para a Procuradora Deborah Duprat, em 7 de Julho de 2009

À Excelentíssima Sra. Procuradora Geral da República,

li no site de notícias do STF que Vossa Excelência teceu parecer favorável à legalização da união homoafetiva, ou seja, pretende legalizar o casamento entre homossexuais nos moldes do que ocorre hoje entre casais heterossexuais. Em suas alegações a Sra. Defende que a opinião contrária é fruto do preconceito e discriminação. Do mesmo modo seu entendimento que a leva a achar que os homossexuais tem os mesmos direitos que casais heterossexuais é também um conceito, pré formado ou ao, mas não passa disso, um conceito, e muito particular, diga-se de passagem. É sobretudo fruto de um conceito ideológico. É fácil demonstrar isso quando se detecta a necessidade que a Sra. teve de utilizar sofismas para fazer parecer fruto de um entendimento baseado em materialidade jurídica como os princípios constitucionais. Isso é lamentável partindo da Sra. devido ao cargo que ocupa, porém não surpreendente quando nos deparamos com a atual conjuntura em que os valores como verdade e fidelidade são considerados como retrógrados.

A Sra. se baseia no texto constitucional que proíbe “discriminações relacionadas à orientação sexual” e que determina a promoção do “bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. A discriminação se refere a praticar crime contra alguém devido a um entendimento, concepção ou conceito a cerca desta pessoa onde o criminoso entende que se justifica esse crime por distingui-la dentre os demais seres (prefixo dis) por motivos de origem, raça, sexo (não sexualidade) ou qualquer outro motivo, pois a etimologia da palavra nos remete à essa compreensão. Esse crime pode ser cerceamento dos direitos alheios ou qualquer outro baseado nesse entendimento como agressão, usurpação, ou seja, qualquer atitude ilícita prevista em lei, isso baseado no também princípio constitucional que diz que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Enquanto não existe prerrogativa legal, a própria lei ou ato normativo com força de lei que obrigue o reconhecimento dessa relação como estável e igual à de casais heterossexuais, não se pode caracterizar a negativa do agente público a esse reconhecimento como discriminação, inclusive o agente que assim for considerado pode estar sofrendo injúria ou calúnia segundo a materialidade da lei. Não discriminar significa não cometer ações desiguais, a acepção de pessoas na oferta dos direitos legais, impedir pessoas de usufruir direitos isonômicos. E o direito à reconhecimento de união estável familiar não é isonômico na medida em que só são materialmente permitidos à casais heterossexuais quando sacramentados em cartórios e prova disso é que até casais heterossexuais amaziados devem possuir o requisito tempo para se equipararem à primeira condição citada. E nisso que reside a implícita confusão, e todo sofisfa tem esse objetivo de confundir implicitamente para justificar o engano, e pode-se ser sofista de forma consciente ou inconsciente, porém o mal causado será o mesmo. Urge então a necessidade da destruição desse sofisma, desse erro de conceituar a legalizão material da união civil heterossexual sob título de casamento, uma espécie de contrato que gera deveres e direitos definidos e específicos, intríscecos e inerentes à essa união, como um direito gerido pelo princípio da isonomia. Por isso diferente do que a Sra. alega não há base material na constituição em que possa se assentar esse direito, ainda mais quando o texto legal a que se refere o casamento no código civil explicita com clareza que se trata de casais heterossexuais ( art 1.723 do novo Código Civil).

O princípio da isonomia trata de direitos incondicionais, que podem ser desfrutados por quaisquer cidadão, sob qualquer condição, direitos esses que por essa característica são poucos. A maioria dos direitos exigem condições para seu usufruto. Direitos regidos pela isonomia total seriam o direito à vida, à saúde, à alimentação, a não fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, ou seja, direitos que não requerem condições, requisitos ou normatização legal definida em lei. Um exemplo: eu poderia entrar como cidadão comum em uma audiência do STF e exigir, baseado no princípio da isonomia, que o Ministro Gilmar Mendes saísse de seu assento para que eu o ocupasse e presidisse tal sessão? Seria uma loucura! Posso eu também, com gozo pleno da minha saúde de 41 anos, entrar em uma fila destinados à idosos em uma agência bancária invocando o princípio da isonomia? Seria também não menor loucura! Posso eu exigir que o carro oficial destinado a um parlamentar me sirva de condução, invocando o princípio da isonomia? Esses exemplos podem se multilicar exponencialmente, para demonstrar que existem direitos que só podem ser usufruídos por determinadas pessoas cuja a discriminação (no sentido de distinguir, separar) é definida e regida por parâmetros legais, normatizados sob forma de lei.

Na verdade, isso tudo demonstra que o STF deveria rejeitar essa ação por não existir sequer presunção de se estar infrigindo pressuposto constitucional. A administração pública tem o direito de negar a homologação da união civil entre homossexuais, já que não existe lei ou norma legal que a permita assim agir, e por conseguinte todos os direitos derivados dessa homologação. Se assim o fizesse o STF estaria criando uma nova norma legal, uma nova lei, já que o texo legal diz claramente que a união civil chamada matrimônio, casamento, só é permitida entre heterossexuais. E o STF tem o direito de propor novas leis, segundo a clareza do texto constitucional, mas não de deferí-las. Isso é prerrogativa única e intransferível do Congresso Nacional. O STF pode até arbitrar, porém deve evitar ao máximo, conflitos gerados pela falta de normatização de algumas leis. Só o executivo, sob circunstâncias excepcionais, pode criar normas com força de lei por um curtíssimo período de tempo (medidas provisórias), porém caberá ao Congresso Nacional, em última e inevitável instância, deferí-las.

Achar politicamente correto conceder esse direito aos homossexuais, entendendo como fazer-lhes justiça, é direito isonômico de qualquer cidadão. Mas o STF não pode fazê-lo senão pela propositura de projeto de lei ao Congresso Nacional. Instituir esse direito, legislar, por decisão judicial é ir contra o estado democrático de direito e pô-lo em risco, abrindo caminho para um futuro sombrio, onde a independência dos poderes não existirá. O caso de Honduras é bem didático.

Se os defensores desses direitos aos homossexuais querem agir legitimamente que busquem parlamentares, façam a pressão democrática legítima ao Congresso Nacional para discutir e aprovar um projeto desse tipo. Nem o argumento da demora devido à problemas instríscecos do Congresso Nacional em discutir e aprovar leis pode sobressair sobre o bem maior que é o estado democrático de direito, a tão duras penas conquistado. Que os signatários deste entendimento emfavor dos homossexuais não queiram agir como os guerrilheiros do Araguaia, porém hoje usando a caneta do STF ao invés do fuzil. E o STF não pode nem alegar ser fruto de pressão popular, pois se fizermos um plesbicito sobre o tema o resultado não seria nada animador aos defensores dessa causa, pois sérias pesquisas já demonstraram que cerca de 90% da população é contra, e não devemos esquecer esse sentimento e passar por cima dele via golpe jurídico.

A Sra. pede a “obrigatoriedade do reconhecimento, como entidade familiar, da união entre pessoas do mesmo sexo, desde que atendidos os mesmos requisitos exigidos para a constituição da união estável entre homem e mulher”. Pretende, ainda, que o Supremo declare que “os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis estendem-se aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo”. Aos argumentos dos opositores a Sra. diz que “é francamente incompatível com o princípio da isonomia e parte de uma pré-compreensão preconceituosa e intolerante, que não encontra qualquer fundamento na Constituição de 88”. Já foi demostrado que o princípio da isonomia é materialmente inviável na sua argumentação, senão sofista. Isonomia seria se eu impedisse um homossexual, e pelo fato de sê-lo de entrar em algum lugar público, entrar em alguma fila, comprar alguma coisa, etc. Esses sim são direitos isonômicos, inerentes e pertencentes a qualquer cidadão não privado de sua liberdade. Enquanto não se reconhece a união homoafetiva igualando à família heterossexual materialmente sob forma de lei ou ato normativo com força de lei, não se pode falar em isonomia como argumento da ciência do direito, não cabendo nem mesmo comparação para estabelecer parâmetros de igualdade, e para fazê-lo não se estará agindo no campo do direito e sim no campo político. Se o STF agir como órgão estritamente jurídico, técnico, o que é improvável, sugerirá que a Sr.a volte aos bancos acadêmicos ou se filie a algum partido e concorra a eleições para tentar fazer acontecer esse seu anseio ideológico em legítima ação legislativa, através de um projeto de lei.

Agora vamos nos ater ao novo conceito de família, pois a Sra. e os defensores dessa equiparação criaram um novo conceito de família, desprovido de total materialidade científica. A família heterossexual é uma relação biológica fundamental e insubstituível da qual depende o futuro da espécie humana. A família tem sua raiz material na necessidade reprodutiva da espécie humana, e a heterossexualidade é prerrogativa material, biológica única e insubstituível para a existência humana. Não existe registro na história da humanidade de nenhum ser humano gerado por ação que não seja pela natural interação de órgãos sexuais masculinos e femininos. Família produz parentela, produz outros seres. Sem essa condição não estaríamos aqui, nem eu nem a Sra. A relação heterossexual é condição indispensável e única para a existência da espécie humana. A relação sexual, cientificamente e materialmente falando, é instrumento reprodutivo de manutenção da vida. Logicamente que os seres humanos a utilizam na busca de prazer, exorbitando sua tarefa biológica, porém quando essa relação não produz seres humanos, não produz FAMÍLIA, passa para o domínio do campo subjetivo, afetivo, cuja compreensão é discricionária e assume por esta natureza subjetiva uma diversidade de matizes que podem coadunar mas também se contrapor, ao contrário do que acontece com o entendimento material da ciência biológica. Então família humana, material e insofismavelmente falando, continua e continuará sendo por ao menos alguns milhares senão milhões de anos, em que pese os parâmetros temporais da evolução das espécies, a relação de parentesco fruto de relação heterossexual. Até a lei reconhece essa materialidade quando obriga a um pai biológico a pagar pensão para a subsistência de um filho independente de qualquer vínculo afetivo que este queira estabelecer.

Então se deduz que a condição de sexualidade entre homossexuais não gera família, como sofisticamente a Sra. quer demonstrar para presumir igualdade segundo o argumento de defesa dos tais contra a discriminação sexual. Materialmente esse argumento não se fundamenta. A Sra. mesmo se contradiz quando afirma que sua concepção dessa “nova” família é do ponto de vista ONTOLÓGICO, subjetivo, e não poderia ser diferente. Então o que resta apenas é a condição afetiva. É este o único pilar em pode se sustentar essa tese. Não a estabilidade das relações sexuais e sim a estabilidade das relações afetivas, que exclui em absoluto a sexualidade. Um homem pode freqüentar um prostíbulo e ter a preferência em usar os serviços de uma determinada prostituta por anos a fio, sem estabelecer nenhum vínculo afetivo, e nem por isso a sexualidade existente entre os dois gera família, mas se houver um descuido aí sim gera família. Seguindo o viés da Sra. uma relação fraterna entre dois homens heterossexuais, uma forte e longa amizade, um companheirismo solidário ativo e comprovadamente testemunhado por muitos deveria gerar direitos de um sobre a herança de outro, pensão, benefícios de plano de saúde, etc. Amizades surgidas desde a infância, com laços muito mais sólidos e de fácil comprovação e testificação. Se o homossexual quer deixar algo para seu parceiro que o faça em vida em testamento. Se quiser que ele seja beneficiário de plano de saúde que se abra essa possibilidade para qualquer pessoa, qualquer cidadão, ou seja, que todos possam colocar como beneficiário que assim desejar de acordo com o nº permitido pelo plano. O que não se pode é querer dividir heranças e pensões entre famílias biológicas e adúlteros conscientes heterossexuais ou homossexuais, legitimando a traição, o engano, a mentira, a manipulação, instrumentos sem os quais essa relação não subsistiria. E isso, que já era um assinte quando os traidores eram heterossexuais, já há muito tem sido observado como louca jurisprudência beneficiando homossexuais, pois na verdade a única admissibilidade ética é quando desta maligna relação às sombras, haja geração de filhos, condição impossível entre homossexuais.

O seu entendimento sobre a questão é político e a Sra. está querendo impô-lo fazendo-se valer de sofismas, de uma pseudo-materialidade jurídico-constitucional, aproveitando-se oportunamente da acromegalia do judiciário, levando em consideração que o legislativo está paralisado no Senado e na Câmara devido a enxurrada de medidas provisórias do executivo que também se auto-infectou de acromegalia oportunista. A Sra. tem todo direito de defender suas concepções e conceitos políticos, pré formados ou não, porém na esfera legislativa. Mas no caso de ter defendido essa tese no STF poderia e deveria ter sido verdadeira e exprimir sua subjetividade, o conteúdo político da sua concepção. Espero que o STF seja o suficientemente técnico, que reconheça seu verdadeiro papel, e não queira legislar nesse caso, como infelizmente tem feito. Se a justiça é cega ela não deve olhar de onde vem a turba, a pressão, já que ir contra essa questão não é ser politicamente correto segundo alguns, mas isso é a preocupação de políticos e não magistrados. Assim será descoberto o conteúdo manobrista e oportunista político dessa ação, consciente ou não.

Sem mais, respeitosamente, porém verdadeiro, subescrevo-me.

Marcio Assis

Fonte: Jesus Site - www.jesussite.com.br

domingo, 9 de agosto de 2009

Existe perseguição religiosa no Brasil?


Ainda não, mas poderá existir. Segundo alguns evangélicos, caso se aprove a Lei da Homofobia


Por Eclésia

O Brasil, um país reconhecido no mundo inteiro por sua tolerância e respeito às diferentes raças, etnias e religiões, pode estar diante de uma ameaça iminente à liberdade de expressão e de culto. Se os nebulosos prognósticos se confirmarem, em breve será possível assistir pastores sendo presos por pregarem o Evangelho como já acontece em muitos países da África, pais perdendo a guarda dos próprios filhos por transmitirem a eles suas convicções religiosas, como ocorre no Oriente Médio, e crentes passando por extenuantes sessões de tortura, como na China e na Coréia do Norte, porque distribuíram Bíblias. Tudo isso aqui, bem na frente dos seus olhos.

Sensacionalismo? Não para a organização missionária Portas Abertas, uma das entidades mais respeitadas em todo mundo na defesa dos direitos humanos e no apoio aos cristãos em países onde é proibido exercer livremente a fé. Desde outubro, a entidade realiza com apoio de líderes e igrejas evangélicas uma campanha de conscientização e protesto junto a deputados e senadores para evitar a aprovação de dois projetos de lei: o 122/06, que está em tramitação no Senado, e o 6418/2005, na Câmara dos Deputados. Ambos proíbem a discriminação contra homossexuais e se tornaram conhecidos popularmente como “Lei da Homofobia”.

“Uma leitura do projeto que está no Senado e pode virar lei a qualquer instante até porque tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela que a pregação de alguns trechos da Bíblia poderão ser criminalizados, independente da interpretação da corrente religiosa”, informa o texto da campanha da Portas Abertas. A base seria um dos artigos do projeto, que prevê prisão de um a três anos para quem for condenado por injuriar ou intimidar um homossexual ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário a sua orientação sexual.

O documento considera o projeto da Câmara ainda mais pernicioso. “Ele cita um aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais. No caso dos impressos, o projeto determina seu confisco e destruição, o que permite que as autoridades brasileiras recolham e destruam Bíblias. Já programas de rádio e televisão podem ser tirados do ar.”

A Portas Abertas considera que os projetos também ameaçam indiretamente todas as igrejas e seus membros, que dão dízimos e ofertas, ao falar sobre prisão de dois a cinco anos para quem financiar, patrocinar ou prestar assistência aos transgressores da lei. “É uma ameaça mais gritante a todos os crentes brasileiros, que são os principais financiadores de missões, igrejas e programas nos meios de comunicação de massa que se propõem a pregar o Evangelho”, denuncia.

Sem sentido – Para o pastor Gelson Piber, líder no Brasil da Igreja da Comunidade Metropolina (ICM) – a maior igreja cristã gay do mundo, com mais de 40 mil membros – essa interpretação dos projetos de lei é absurda. “A questão é que precisamos de menos críticas e maldições saindo da boca dos cristãos e mais bênçãos. A pessoa pode até discordar, expressar sua opinião, mas não precisa ofender, afirmando que os homossexuais vão para o inferno e que são amaldiçoados”, defende ele.

Piber acredita que faltam argumentos e por isso muitos evangélicos estão criando uma onda de denuncismo sem sentido. “Em momento nenhum os projetos de lei dizem que posições contrárias são criminosas, isso é interpretação. Tem gente falando que dois homens poderão entrar num templo, acariciarem-se e ninguém poderá fazer nada. Ora, se isso acontece na minha igreja, eu corrijo e continuarei a corrigir tais pessoas, sejam elas homo ou heterossexuais, porque templo não é lugar para isso.”

O pastor, que mora no Rio de Janeiro, mas responde por igrejas espalhadas por todo o país há coisa de três anos, cita o Rio Grande do Sul como força para seus argumentos. “Lá já existe uma lei estadual parecida e nenhum cristão foi preso por expressar sua opinião, desde que com respeito”, diz. E completa: “Posições teológicas não devem interferir no Direito Civil. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo contra homossexuais, com um assassinato a cada três dias. Essa lei é uma oportunidade de combatermos a intolerância”.

Opiniões contrárias a parte, o que muita gente quer é conciliar uma forma de combater o preconceito e a discriminação, mas também impedir o advento daquilo que vem sendo chamado no Brasil de “ditadura gay”. E assim evitar que aconteçam casos por aqui como o do militante evangélico Stephen Green, que foi preso e processado em setembro na Grã-Bretanha sob acusação de comportamento ameaçador. E qual foi o seu crime? Ele distribuiu folhetos em uma manifestação homossexual, que traziam passagens bíblicas contrárias ao homossexualismo e com a exortação: “Deixem os seus pecados e serão salvos”.

Por aqui, mesmo sem lei, evangélicos são processados periodicamente por discriminação. No final de agosto, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) denunciou o pastor Silas Malafaia ao Ministério Público Federal por declarações feitas em seu programa de televisão Vitória em Cristo. Em Rancho Queimado (SC), a 60 quilômetros de Florianópolis, o pastor luterano Ademir Kreutzfeld foi processado pelo editor do jornal O tropeiro, Júlio César Orviedo, por prática homofóbica. O pastor ligou para comerciantes locais, alertando-os de que o jornal divulgava o homossexualismo, o que fez com que o jornal perdesse anúncios. Depois de muita polêmica, o editor desistiu da queixa-crime e o processo acabou arquivado.

Neutro em assuntos de religião, o presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Luiz de Oliveira, acredita que os projetos de lei, caso sejam aprovados, não resolverão a questão. Pelo contrário, deverão acirrar os ânimos: “O PL do Senado, por exemplo, fere o princípio constitucional da liberdade de crença e expressão e destrói qualquer manifestação religiosa e exortação, seja feita por um padre, sheik, rabino ou por um pastor. As religiões não concordam com o comportamento homossexual por causa de suas doutrinas, marcos irremovíveis que precisam ser respeitados. Devemos pensar em uma lei para coibir o preconceito, mas sem excessos”.

Marcos Stefano
Jornalista da revista Eclésia


Todos os direitos a Revista Eclésia.


Link: http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=626


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novelas e suas influências malignas

Apocalipse 2. 20-23

20 - Todavia tenho contra vocês o seguinte: Você está permitindo aquela mulher Jezabel, que
se chama a si mesma de profetisa, ensinar aos meus servos que o pecado do sexo não é
questão grave; ela os instiga a praticar a imoralidade e a comer carne que foi sacrificada aos
ídolos.
21 - Eu dei tempo a ela para mudar sua mente e atitude, porém ela recusou.
22 - Agora preste atenção ao que estou dizendo: eu a prostrarei doente numa cama, numa
tremenda aflição, juntamente com todos os seus seguidores imorais, a menos que eles se
voltem para mim novamente, arrependidos do seu pecado com ela;
23 - e ferirei de morte os filhos dela. E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda
profundamente o coração e a mente dos homens; eu darei a cada um de vocês aquilo que
merecer.


Quando nosso Senhor Jesus Cristo revelou esta carta à João em Patmos ela era dirigida à Igreja em Tiatira, um aigreja que embora possuisse boas obras, tais como amor, fé e serviço, tinha também um grave problema: a imoralidade. Infelizmente em nossos dias, nós, a Igreja Viva, o Templo do Espírito Santo, temos levado para nossos lares, para nossas vidas e famílias, imoralidades terríveis através das telenovelas. Ontem minha família assistia uma novela em horário nobre, que faz apologia a pseudodeuses da cultura indiana....uma mulher casada sedava seu marido e ia ao encontro de um jovem, traindo o marido...se já não bastasse a situação envolvendo idolatria e feitiçaria, a emissora apela, em suas teledramaturgias, para cenas de adultério, fornicação, subornos, intrigas, roubos, violência e homossexualismo. Infelizmente falo sem medo de errar, mais de 50% de cristãos se prendem em frente a essas abominações, bem como levam essas influências para seus relacionamentos. Hoje, não é preciso ir aos impios buscar entendimento destes e depoimentos sobre sexo fora do casamento, sexo entre namorados e até mesmo homossexualismo..nossas igrejas possuem membros que se portam destas maneiras, e pior...até mesmo pastores...nunca vimos tantos divórcios, tantos ministérios sendo destruidos por adultérios e outras práticas mundanas. Outro dia conversava com uma jovem evangélica, e esta soltou um verbete indiano "Hare baba"!! ...crentes se envolvendo em misticismo...crentes que não oram mais, não respeitam seus cônjuges, nem seus pais e mães, e nem mesmo possuem temor de Deus. Um jovem falou-me que se assustou ao namorar uma jovem evangélica, pois esta, ao invés de se dedicar á oração, à palavra e na assistência de cultos, se inflamava sensualmente quando os dois namoravam, a ponto desta seduzir o rapaz e os dois viverem uma vida como de marido e mulher...pior, o rapaz foi procurá-la pedindo perdão, a mesma disse que para ela ''sexo não é pecado, desde que praticado com quem se ama'' (amor eros, e não àgape). esta mesma jovem nem se importava em tomar santa ceia estando nesta situação. Pura influência maligna...deixamos de ler a Palavra, de estudá-la sistematicamente, de orar, de cultuarmos a Deus para passarmos em média quatro horas diante de novelas fictícias, que tem o intuito de destituir todos os padrões éticos e morais, seja cristãos ou sociais.

Este artigo é jurídico, mas traz a realidade espiritual e imoral das telenovelas.

A função social das novelas "versus" carência de conceitos morais. Quais as influências no munido jurídico ?

O processo diário de assimilação e desenvolvimento das informações em nossa mente pode ser comparado à tarefa de alimentar. Cultivar maus hábitos alimentares implica em conseqüências desastrosas como o aparecimento precoce de doenças. Alimentos com baixo valor nutritivo podem proporcionar um desenvolvimento físico incompleto, além de pouca disposição para qualquer atividade.

A saúde mental também depende muito de como a alimentamos. Se diariamente inundamos a mente com idéias e objetivos moralmente corretos, estaremos propensos a nos conscientizar que é preciso evitar o preconceito, a discriminação, o ódio, a infidelidade conjugal e a mentira, independentemente de haver leis expressas tipificando-as como condutas ilícitas. Se, por outro lado, deixamos de rejeitar idéias que são contrárias ao nosso senso de moral, ainda sabendo que as informações passadas representam opiniões única e exclusivamente de um autor, é um primeiro indício de nossa aceitação. Alguns autores exploram realidades cotidianas em suas peças com o intuito de alertar as autoridades públicas para buscarem soluções, mas acabam também atingindo toda a sociedade.

A indefinição quanto à aceitação do que realmente vem a ser considerado como uma moral universal continua deixando sua marca na sociedade. A moral pode variar em cada pessoa por causa de sua bagagem cultural, seu modo de vida e sua religião. Em razão disso, algumas pessoas invocam tal incerteza como desculpa para sua conduta dissoluta ou para aceitarem pacificamente o que a televisão impõe em seus lares. E acrescentam que o papel principal de definir condutas parte do próprio Estado, descrevendo-as através de normas que devem ser seguidas. E se estas não existirem, ou forem omissas, são, então, permitidas. Outros confiam nas escolas como formadoras de opinião e responsáveis por ensinar regras morais aos alunos.

Pensar que o Estado será eficaz, embora bem intencionado, em definir padrões aceitáveis de comportamento, é desconhecer a realidade e desconsiderar que as relações humanas em muito transcende a limitada capacidade estatal de definir toda e qualquer conduta reprovável.

O papel das escolas, indo além de ensinar apenas o be-a-bá, muito embora com valiosos esforços de professores dedicados, tende a dar pouco resultado. Quando os alunos retornam às suas casas são bombardeados com cenas de degradação familiar e moral em quase todo programa de televisão. Inclusive os desenhos animados agora apresentam vívidas cenas de violência. A conseqüência é a criança se tornar igual àquilo que ela vê, nutre e carrega na mente. Um dos maiores engodos usados pelos fabricantes de chocolates e balas é convencer a criança de que não importa o conteúdo, basta apenas uma embalagem colorida e atraente, dissimulando o aspecto pouco nutritivo do alimento e atraindo a sua atenção que ela acaba não resistindo. E os adultos também são vulneráveis a isso.

A forte influência da tecnologia moderna, incluindo as virtuais como a
internet e principalmente as novelas, tem contribuído para a ampliação de certos conhecimentos. Temas com forte cunho social, à exemplo de “Páginas da Vida”, sensibilizou milhares de pessoas a evitarem o preconceito aos portadores de necessidades especiais, incentivando a se engajarem nessa causa. Outros temas polêmicos como adoção de crianças negras por casais não negros, os desafios de padrastos e madrastas com a apresentação de dicas para uma convivência pacífica, a necessidade de se buscar ajuda especializada para o tratamento da dependência química e campanhas para desestimular o consumo de produtos piratas, também têm revertido em resultados práticos à sociedade.

Há pouca dúvida de que tais meios de comunicação eficazes e de fácil acesso tenham amplo potencial para beneficiar toda uma sociedade. Podem familiarizar o telespectador com o modo de pensar, o modo de vida e as circunstâncias que são transmitidas. Daí, “precisamos entender que a novela tem seu poder de levar as pessoas a refletirem, e muitas vezes induzindo há determinados conceitos nocivos à estrutura da família” e aos valores moralmente corretos. Apesar de também enfocarem o aspecto social, existem várias nuanças margeando o enredo de uma novela, e a maioria dos seus personagens não representam tamanha preocupação com aspecto social.

Infelizmente, as novelas hoje enfocam necessariamente as traições, mentiras, brigas conjugais e separações por questões egoístas, revelam a falta de orientação e preocupação quanto aos padrões de moral. Muitas vezes convencem os telespectadores que, por assistirem todo dia a mesma cena, aquilo que vêem não passa de uma conduta absolutamente normal, que daqui a alguns anos quem não se adaptar ficará ultrapassado e será considerado tolo. A ênfase principal, além de materialista, é a indiferença para com os sentimentos dos outros, e muitas vezes, embora de maneira sutil, recheada de perversão e práticas imorais. Além disso, escondem que “cada mentira apresentada como desculpa para a infidelidade exige outra para apóia-la, colocando quem a pratica num círculo vicioso”, como que numa areia movediça da qual não conseguirá sair. Lamentavelmente não podemos negar isso.

Se pesarmos numa balança o impacto da função social passado pela novela e a carência de conceitos morais pela propagação de condutas dissolutas, provavelmente o peso dessa carência será maior. O que se encena é a lição de felicidade a todo custo, e pior, felicidade conseguida somente se houver traição de seu parceiro. “As novelas mostram a traição como algo banal”. A isso, acrescente-se a confusão na troca de casais. “Mudam os pares, os amantes, os maridos, as mulheres e todos têm filhos com todos”. Nas novelas, o adultério tornou-se um passatempo livre de qualquer vergonha ou sentimento de culpa.

Além de cenas de adultério em razão de problemas do casal, são também comuns cenas de traição e trapaças sem qualquer motivo. “A traição tem sido a causa de muitos crimes e de traumas tão profundos que muitas vezes migram para outras manifestações psicológicas e transformam as pessoas em seres feridos crônicos. A pessoa traída pode desenvolver dificuldades de partilhar para novos relacionamentos, pode perder a confiança no mundo, nas pessoas, na vida e na sua própria capacidade de encarar a “imagem de si mesma”.

O impacto causado pelos temas tão liberais das novelas em décadas de programação com apego a uma conduta desleal, mas sem qualquer conseqüência, vem conseguindo alterar as percepções e os valores do público a ponto de perderem, ainda que não totalmente, “a capacidade de ficar chocado”. “Certamente não é um desenvolvimento positivo para uma sociedade envenenar o cérebro” do público televisivo.

Como conseqüência mais marcante e atual dessa perniciosa influência, temos a revogação do crime de adultério, previsto anteriormente no art. 240 do Código Penal Brasileiro. Muito embora essa prática seja comumente apresentada nas novelas como algo normal, a sua descriminalização não implica no seu aceite moral, ou que a parcela da sociedade que ainda nutre valores de respeito e fidelidade mútuo passou a incentivá-lo. Com o aumento e incentivo dessa prática, ainda que indiretamente, nas novelas e filmes, tal artigo já estava em desuso. Mas, definitivamente, não podemos negar a força que esses programas exerceram na retirada desse crime do Código Penal.

O novo Código Civil, art. 1521, excluiu também tal prática como impeditiva de novo casamento. “Ou seja, atualmente, o cônjuge adúltero pode livremente casar-se com seu companheiro de adultério”. Outro exemplo de conseqüência jurídica dessa influência está no art. 1572 do mesmo diploma legal. Está escrito que “qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao outro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum”. Existe grave violação dos deveres do casamento maior que marcar encontros com outros parceiros, mentir a respeito de atividades secretas para alimentar um sentimento pervertido e imoral? Para muitos cônjuges “a obtenção de fantasiosos prazeres extraconjugais, até por meio de salas de bate-papo tornou-se prioridade a ponto de privá-los de alegrias que por outro modo talvez não tivessem”.

O mundo jurídico também sofre outras conseqüências. Mesmo que cada pessoa deva responder pelos atos que praticar, o resultado de uma conduta juridicamente reprovável quase sempre transcende a vida do próprio agente. “Embora chocantes, as estatísticas sobre infidelidade e divórcio não revelam o pleno impacto que causam no cotidiano das pessoas. Além das enormes implicações financeiras, considere a colossal dimensão dos sentimentos embutidos nessas estatísticas – os rios de lágrimas derramadas, as imensuráveis confusão, pesar, ansiedade e dor excruciante que a infidelidade provoca, bem como as incontáveis e angustiantes noites em claro que os familiares passam. As vítimas em geral sobrevivem à provação, mas com cicatrizes que provavelmente durarão muito tempo. Não é fácil apagar a dor e os danos provocados.”

Apesar das conseqüências danosas, como poderá o cônjuge traído pleitear em juízo danos morais se nem mesmo a sociedade, de um modo geral, considera mais o adultério uma prática condenável? Como ensinar um filho para manter-se fiel à esposa se diariamente o que se ensina é totalmente o contrário? Como manter programas sociais que envolvam toda a família se o que se aprende é a facilidade com que casais se separam nas novelas?

Pelo que se vê, no mesmo lastro de descriminalização estão a bigamia (art. 235 CP), a apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza (art. 169 CP), casa de prostituição (art. 229 CP), ato obsceno (art. 233 CP) e escrito ou objeto obsceno (art. 234 CP).

A bigamia, ou seja, “contrair alguém, sendo casado, novo casamento”, está com sua estrutura abalada há tempos. O respeito pela instituição familiar, por muito tempo considerada como sagrada, está tão desgastada que a desculpa pela infidelidade se resume, por incrível que pareça, ao difícil convívio familiar. As novelas e filmes têm dado ênfase à chamada “liberdade sexual” e um estilo de vida fora dos padrões morais com casais que trocam de parceiros ou que incentivam relacionamentos extraconjugais. As novelas “têm promovido uma cultura que poluiu a mente e o coração tanto de jovens como de adultos” e será muito difícil reverter tal cenário.

Os crimes de ato e escrito obscenos e apropriação de coisa havida por erro são praticados tão inconscientemente que nem nos apercebemos que os cometemos ou que os favorecemos ou os apoiamos indiretamente. O tipo penal “exibição cinematográfica de caráter obsceno em lugar acessível ao público” também se enquadra, de um modo geral, às novelas. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira define a palavra “obsceno” como, também, uma atitude desonesta. Constantemente atos, palavras e gestos obscenos ou cenas de desonestidade são vistos nas novelas sem darmos conta da ilicitude de tais práticas, mesmo sem a intenção de ofender o público.

Quanto ao tipo penal do art. 169, a maioria das pessoas de bem repugnaria a idéia de arrombarem uma loja e roubarem mercadorias das prateleiras. Mas não acham nada demais apropriar-se da mesma mercadoria quando são entregues equivocadamente pelo correio. Ou quando encontra “coisa alheia perdida e dela se apropria”, ou restitui ao dono apenas parte do que foi encontrado, será isto muito diferente de furtar? A realidade está sendo distorcida pelo que vê na televisão, transmitindo a idéia que as boas intenções sempre servirão para justificar os erros.

Quer percebamos essa influência, quer não, nossos pensamentos e sentimentos podem ser sutilmente dominados pelo que vemos e ouvimos na televisão. As imagens que os olhos transmitem à mente podem afetar profundamente os pensamentos e as ações de quem as vê. Pessoas preocupadas com a boa alimentação física estão em constante monitoramento do que ingerem. De maneira similar, telespectadores que prezam a saúde mental e moral não engolem indiscriminadamente qualquer “alimento” que a televisão lhes oferece.

Afastar dos olhos o que for imprestável nem sempre será fácil. Por outro lado, isso não significa que todas as novelas ou programas de televisão sejam ruins. O mesmo se aplica a livros, revistas, vídeos, jogos de computador e outras formas de diversão. É óbvio, porém, que muita coisa chamada de diversão é imprópria para quem deseja manter uma mentalidade sadia, assim como muitos alimentos são inadequados para determinadas pessoas.

Quem acredita estar sendo mais beneficiado pelo tema da novela do que pelas cenas diárias engana a si mesmo. Como qualquer paciente que precisa escolher qual o tratamento mais adequado, assim também os telespectadores precisam escolher o que julgam como a melhor opção de entretenimento. Isto significa fazer uma decisão avaliando os riscos e os benefícios.

Aqueles que impropriamente classificam as novelas atuais como apenas ficção inofensiva, também desconsideram as suas influências. Pensam que estão imunes. Este tipo “automático de ceticismo talvez não sirva de proteção para as formas mais sutis como quando as novelas mexem com as emoções”. “Um dos melhores truques da televisão é jamais revelar quanto ela influi em nossos mecanismos psíquicos”. “Talvez a intenção do autor dessas novelas seja trazer a sociedade para a reflexão de suas feridas mais profundas, mas será que a bala não sairá pela culatra? Como dizer a uma criança que o que ela está vendo é bricadeirinha entre os casais se muitas delas, de pais separados, têm dificuldade de encarar um padastro ou uma madastra legalmente constituídos?”

No âmbito familiar nem todos são iguais ou compartilham o mesmo pensamento. Acompanhar diariamente os capítulos expondo os filhos a cenas de banalização da moral lentamente contribuirá para minar suas consciências e seus sensos de justiça. Personagens adúlteros sequer são tratados como tal e um incidente pequeno desses em cenas de traição e desrespeito é assimilado facilmente, ilustrando a necessidade de os pais se precaverem quando fazem a opção de incentivar ou permitir que seus filhos assistam a tais programas. Aquilo que vemos e ouvimos acaba por afetar também o centro de nossas motivações e nossa capacidade de tomar decisões corretas na questão de moral pode ficar prejudicada. É óbvio que “traumas de infância podem ter um efeito adverso na pessoa como adulto”. Mas as conseqüências, precipuamente as penais, nem sempre admitem como justificativa de um comportamento adulto violento ou imoral, o constante incentivo de cenas violentas enquanto criança pela televisão.

As novelas criam um ambiente livre de conseqüências lamentavelmente inescapáveis, obscurecendo a linha divisória entre a realidade e a irrealidade. “As leis da consciência, da boa moral e do controle de si” estão sendo substituídas pela “lei da satisfação imediata”.

A exposição constante a esse baldio entretenimento, além de consumir tempo precioso, acaba por motivar a falta de amor sincero, improdutividade no trabalho, desapego à família e desunião amorosa. O que é também preocupante “é a definição de amor, amizade, carinho, compreensão e honestidade que ficará na cabeça das gerações que no futuro influenciarão o comportamento da sociedade brasileira, onde a novela diz que tudo é possível”. Também “a idéia da falsa alegria, do falso prazer, da banalidade das relações e das coisas da vida fácil tanto quanto já é fácil para muitos jovens pegar em uma arma e assaltar ou se estabelecer como traficante de drogas”. Por outro lado, filhos bem treinados aprendem a obedecer e respeitar qualquer pessoa.

Compreender o que está sendo transmitido e ter o discernimento de rejeitar cenas impróprias é uma atitude sábia que serve para dar força àquilo que sabemos como correto e justo. Por exemplo, uma pessoa talvez tenha o conhecimento e sabedoria prática e uma perícia para guiar um automóvel. Mas se compreender como funciona o motor, como são montados e se interagem os diversos componentes, e quais as peças com maior probabilidade de apresentarem defeitos, será um motorista ainda melhor. Um motorista mais sábio. Deveras, é importante ‘travar uma luta árdua’ e evitar diversão que nos incite a fazer o que é mau.

Evidentemente que assistir ou não uma novela ou optar pela leitura de um bom livro é assunto de decisão pessoal e familiar. Mas se os pais decidirem que seus filhos poderão assistir quaisquer novelas, filmes e programas na televisão será conveniente esclarecer que aquilo que parecer ser certo e comum nem sempre é bom. Escolher fazer o que é certo não será fácil, mas sempre ficaremos felizes se assim fizermos.

FONTES

Decreto-lei n° 2.848, de 07/12/1940.

Lei n° 10.406, de 10/01/2002.

http://www.ataide.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=199673

http://www.joacir.jor.br. José Joacir dos Santos. As novelas banalizam o amor e valorizam a traição.

Watchtower Library, edição de 1997, v.3, g91 22/5 Será que a televisão também o transformou?

Watchtower Library, edição de 1997, v.3, g93 8/8 Que rumo está tomando a moral?

Watchtower Library, edição de 1997, v.3, g99 8/7 Como manter uma mentalidade sadia.

Watchtower Library, edição de 1997, v.3, g99 22/4 Os trágicos resultados da infidelidade.

Revista Jus Vigilantibus, Sexta-feira, 30 de março de 2007

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Simonia - uma arte disfarçada de milagre

Atos 8.9,10

Simonia - uma arte disfarçada de milagre

Infelizmente em nossa atualidade muitos tem se levantado dizendo ser apóstolo, profeta e outras nomenclaturas. Milagres, sinais, maravilhas..mas não ouvimos pregação do Evangelho, não ouvimos falar da eficácia do sacrifício de Jesus Cristo na Cruz do calvário..ouvimos sim, falar - se de sinais, e em seqüencia limiar, pedir ofertas exorbitantes, como se o poder de Deus fosse mais uma mercadoria entre tantas. Como João advertiu em sua 1ª. carta, 4.1, é preciso discernimento espiritual, a fim de não cairmos na mão dos praticantes da simonia. Simão mago achava que o poder de Deus era o mesmo da magia, o mesmo de demônios e de seus truques, no entanto, as coisas de Deus são sérias, são santas. os sinais são para glória de Deus, afim de trazer salvação nas pessoas, para que as mesmas creiam em Jesus Cristo como Senhor, Salvador, Rei e Deus de suas vidas. Mas hoje, os simãos estão em toda parte, usando o nome de Jesus para enriquecimento próprio, para se tornar celebridade, enfim, se destacar. Ontem ouvia um pregador desafiar outros ministros do Evangelho a irem em sua congregação verem como o poder de Deus agia, como que querendo se exaltar e humilhar os demais ministros em decorrência de o primeiro possuir um dom, como se o dom fosse dele mesmo, e não dado por Deus para o serviço da Igreja na Terra. Que o Espírito Santo nos admoeste sempre, e que permita que estes simões sejam desmascarados pelo poder da palavra de Deus.

Wallas Saraiva é Auxiliar de Trabalho da Assembléia de Deus em Vassouras

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sedentarismo entre pastores e obreiros - um risco para a saúde



Vivemos em uma fase da sociedade mundial onde comemos muito, mas de fato, pouco, já que consumimos grandes quantidades de alimento, ricos em calorias, mas pobres em nutrientes. A correria do dia a dia nos impulsiona a cuidar cada vez menos de nosso corpo físico. Muitas teorias surgem, sendo algumas místicas. Determinadas denominações proíbem até mesmo seus membros fazerem qualquer atividade física, como se cuidasse do corpo para ter saúde fosse pecado. Daí, em decorrência do sedentarismo, muitos pastores, ministros e mesmo membros estão adoecendo cedo, tendo doenças crônico-degenerativas, como hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares, sendo estas uma das principais causa-morte em nosso país, sendo reponsáveis pela morte de milhares por ano segundo o SUS.

Fora isso, alguns desprezam os cuidados medicinais, como se Deus não desse o dom para médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas para cuidar do ser humano. Infelizmente, por muitos ministros erroneamente ensinarem contra a realização de atividades físicas e cuidados com o corpo, alimentação e saúde, pastores e ministros estão adoecendo, ficando inválidos por doenças que, se houvessem dado mais ênfase a cuidar da saúde, poderiam ser evitadas. Vemos pastores infartando, tendo AVE, obesidade, hipertensão, diabetes, e pior, mesmo os medicamentos para hipertensão e diabetes sendo distribuídos pelo Ministério da Saúde, alguns, por mero zelo religioso, não fazem o tratamento adequado, colocando-se na mira das complicações á seu estado de saúde, a saber: cegueira, falência dos rins, problemas cardíacos, respiratórios e mesmo sujeitos a futuras amputações por complicações maiores.

No entanto, há pastores e obreiros cientes do compromisso de cuidar de sua saúde também. Conheço pastores de minha cidade que correm todos os dias, caminham, bem como se exercitam e até praticam esportes, sendo que um deles se sagrou campeão mundial de jiu-jitsu. Também conheço irmãos que se exercitam todos os dias, fazem caminhadas e cuidam da alimentação, além de irem ao médico periodicamente. É importante cuidar da saúde. Saúde é dom de Deus, e , desta forma , temos de cuidar desta. Não adianta espiritualizar demais as coisas, e esquecermos de cuidar de nossa saúde.

Dicas para uma saúde melhor

Dormir um período de 8 a 10 horas

Caminhar pelo menos 30 minutos por dia

Exercitar-se fisicamente (é bom consultar o médico para se saber qual o tipo de exercício físico adequado para cada um)

Alimentar-se bem (não é comer demais, mas optar por alimentos saudáveis, como legumes, verduras, cereais e carne branca ou vermelha [magra], evitar frituras, açúcares e doces, bem como alimentos de origem industrial)

Praticar atividades que tragam bem-estar (caminhar em lugares com a natureza em volta, passeios com a família, livros, diálogo com amigos e conselheiros)

Evitar o estresse, bem como atividades que levem a esta situação

Qualquer mau-estar , procure um serviço de saúde.

Lembrando sempre: prevenir é o melhor remédio.

Que Deus vos abençoe, em nome de Jesus.

Wallas Saraiva é acadêmico do 8º. Período de Enfermagem, da Universidade Severino Sombra

sábado, 1 de agosto de 2009

Cruzada Evangelística Vassouras para Cristo

Nos dias 13 a 16 de agosto, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério , presidida pelo Pastor Davi Elias Pereira estará realizando a Cruzada Evangelística Vassouras para Cristo, tendo como local de realização de cultos o clube Esporte Clube XV de Novembro, no bairro da 2ª. Residência na cidade de Vassouras/RJ

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Fervorosos no Amor - Por Wallas Saraiva

Apocalipse 2.4 - "Tenho , porém, contra ti, que deixaste a tua primeira caridade (amor)."




Elogios sempre são esperados quando cumprimos a obra do senhor na Terra de maneira prudente e ativa. Vendo a obra do Evangelho crescendo, ficamos alegres. Talvez este fosse o a primeira vista o sentimento da Igreja de Éfeso. Erigida em uma cidade cosmopolita, tradicional do império romano naquela época, a igreja em Éfeso enfrentava heresias, combatia falsos apóstolos, e mantinha a sua fé em meio a uma cidade politeísta, cuja principal entidade era Diana, uma divindade pagã da qual os Efésio pagãos idolatravam. Porém, uma igreja pode ser avivalista, perfeita, apologética, mas, sem amor, não vale a pena fazer nada pelo Senhor, pois Deus é amor, e exige que, tudo aquilo que venhamos a fazer, principalmente para Ele, deve ser feito com amor (1 Corintios 13). A Igreja de Éfeso teve essa repreensão devido à religiosidade apresentada por eles. Eram perfeitos na ortodoxia, creio eu que eram rigorosos e aplicados na leitura e vivência da palavra, já que repreenderam os falsos apóstolos, bem como era aplicada nas obras (Ap 2.2,3), não tolerava doutrinas místicas, ou seja, heresias (Ap. 2.6). Deste modo, vemos que tudo era perfeito, eram esforçados na prática das obras, mas faltava o amor. Não podemos permitir que isso aconteça em nossa vida, pois corremos o risco de morrer espiritualmente. Que batalhemos pela união avivada pelo amor de Cristo em cada irmão, repreendendo assim a competição que tanto tem crescido entre o Corpo de Cristo, onde, infelizmente, muitos esquecem que cada parte do Corpo cooperam para determinada causa, ou melhor, cada um é dispenseiro de uma determinada função. De nada adianta realizar-se grandes feitos humanamente falando, feitos religiosos. Podemos promover a maior cruzada evangelística, ter um Teologia impecável, fazer discipulados, pregar todos os dias do ano, porém, se o que nos motiva não é o amor a Cristo e pelas almas perdidas, bem como por todo o Corpo, que é a Igreja, estaremos sendo como os irmãos em Éfeso, perfeitos exteriormente, ou melhor, na realização das ordenanças, mas falhos na motivação. Igreja não é comércio, não é clube, nem simpósio para cada um apresentar seus pareceres, como que disputando lugares, títulos, elogios...Não, Igreja, antes de tudo, deve refletir o amor de Jesus Cristo na Terra, e a melhor forma disso é demonstrando nosso amor pelo próximo, pelo irmão e pelas almas perdidas neste mundo. Deus amou a todos, sem distinção, porque não podemos amá-LO, bem como praticar o amor fraternal?

Que possamos reconhecer nossos erros, ver de fato onde caímos, qual foi a causa de não estarmos mais praticando as primeiras obras..quanto tempo temos dedicado ás orações? Á leitura da Palavra? Tratamos as pessoas com indiferença ou como se fosse nós mesmos?

E assim Jesus Cristo Glorificado deixa registrado: "Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no Paraíso de Deus".

Que nossos ouvidos estejam atentos à voz do Espírito Santo, e assim obedeçamos à Deus com amor e de boa vontade.